Negociação de Jogadores com Exterior acontece cada Vez Mais Cedo
Já não é de hoje que o mercado europeu, munido de cifras e glamour, vêm aos países sul-americanos – principalmente ao Brasil – e levam nossos craques de uma hora para outra. Grandes jogadores saíram cedo do Brasil e se tornaram craques do futebol mundial. Exemplos como Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho e Kaká, saíram cedo do país para brilhar na Europa. Mas mesmo assim, antes despontaram em seus clubes de origem até atingirem seus 20 e poucos anos para seguirem rumo ao velho continente.
Mas hoje vemos jóias como Phillipe Coutinho, do Vasco e Wellington, do Fluminense, que já estão negociados com Inter de Milão e Arsenal, respectivamente. Nos dói o coração saber que veremos tão cedo esses aspirantes a craques deixarem o nosso futebol muita vezes sem deixar um título para a torcida que os revela. Vão embora cedo, onde lá sim, fazem identidade com seu clube e se eternizam por lá, caso de Kaká no Milan, Rivaldo no Barcelona. Ou vão muito cedo e começam a estourar aos 21, 22, com já 4 ou três anos de casa, como no caso do Denílson do Arsenal e os gêmeos ex-Flu Rafael e Fabio, laterias do Manchester. E pior, muitas vezes esses craques saem cedo daqui, jogam por muito tempo em algum clube europeu, se naturalizam e jogam contra nós numa Copa do Mundo, por exemplo. Casos de Deco, Liedson e Pepe, ambos da seleção de Portugal.
Qual seria a saída para segurar esses craques num país de economia frágil comparada ao europeu? Onde os próprios torcedores brigam com seus craques fora de campo e financiam a pirataria? Será isso fruto da nossa fragilidade econômica ou da nossa falta de apoio?
Rafael TOTP

